Meu bebê tem fimose, vai precisar de cirurgia?

Confira abaixo a matéria sobre fimose, em que a Dra. Renata Scatena, pediatra da Casa Crescer, contribuiu para o Blog Macetes de Mãe.

Mamães, hoje vamos falar de um assunto bem importante: fimose! Quem tem um filho, já se viu perguntando: será que meu bebê tem fimose? Esse aliás, é um assunto sobre o qual me informei bastante, afinal sou mãe de dois meninos e é um tema que gera muitas dúvidas. E por isso sei que a mais comum delas é: fimose é sempre caso de operação?

Teoricamente, é algo simples de ser resolvido, mas para isso precisamos nos informar. Hoje a Dra. Renata Scatena,  pediatra, diretora clínica da Casa Crescer e colunista aqui do blog, esclarece todas as nossas dúvidas. O que é fimose? Como podemos evitar? E quando devemos operar? Confira!

ENTENDA O QUE É FIMOSE, COMO EVITAR E QUANDO É CASO DE CIRURGIA

Hoje, vou falar especialmente, com papais e mamães de meninos sobre as dúvidas mais frequentes no consultório de pediatria relacionadas à FIMOSE!

O QUE É FIMOSE?

Fimose é o estreitamento da pele que, como resultado, impossibilita a exposição e visualização da glande, decorrente de uma aderência entre a pele e a cabeça do pênis. É uma condição comum (70 a 90% em meninos não circuncidados) em bebês e crianças de até 3 anos, considerada fisiológica, com resolução espontânea e sem complicações ou necessidade de intervenção terapêutica, na maioria dos casos.

O QUE POSSO FAZER PARA EVITAR?

  • Higiene local é a melhor forma de prevenir a fimose e evitar as inflamações locais. A limpeza deverá ser realizada diariamente com água e sabão SEM forçar o descolamento da pele.
  • A assadura resultante do contato direto da pele com urina é uma causa recorrente, portanto: utilizar fralda de tamanho adequado, realizar trocas recorrentes e passar uma pomada como método de barreira para proteção da pele, essas são medidas que podem ajudar.
  • No passado era recomendado a tração, mais conhecida como “massagem”, com a intenção de forçar o descolamento dessa aderência. Os estudos recentes nos trazem evidências científicas que esta prática pode, além de causar dor e trauma, resultar em fissuras, seguidas de cicatrizes e consequente fimose patológica. Portanto, o descolamento manual da aderência, chamada de balanoprepucial, é contraindicado!
  • Qualquer sinal de inflamação no local, caracterizada por vermelhidão, calor, dor ou inchaço é imprescindível avaliação médica.

QUANDO DEVEMOS OPERAR?

Os casos cirúrgicos são minoria. A maior parte, tem resolução espontânea e os outros são resolvidos com aplicação local de pomada específica com prescrição médica. Portanto, é importante que o grau de aderência seja acompanhado pelo pediatra em todas as consultas de rotina.

Existem graus diferentes de fimose, desde formas leves até mais severas. Algumas situações podem ser indicativas de cirurgia, como: parafimose, balanopostite (inflamação) de repetição, dificuldade na saída da urina – perceptível pelo abaulamento do prepúcio durante a micção – devendo, portanto, a decisão dobre o procedimento indicado ser tomada pelo cirurgião infantil.