O bebê chegou, e agora? – Um guia sobre a vida pós-parto

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Se a gestação é como uma viagem, o pós-parto é uma espécie de destino. Ou uma conexão mais longa, que levará mãe, pai e cuidadores para um novo lugar: a vida familiar. Esta jornada – a maternidade e a paternidade – é uma aventura e tanto, eu sei. Para te guiar ao longo dela, trouxe, neste artigo, algumas dicas para te ajudar neste caminho.

1 – Atente-se aos sinais de depressão pós-parto materna e paterna

A chegada de um bebê altera drasticamente a dinâmica familiar, e esta pode ser uma das razões pelas quais a depressão pós-parto materna e paterna pode acometer ambos os cuidadores. 

Por isso, o acompanhamento psicológico é tão importante: não somente para lidar com os sintomas, caso estes apareçam, mas até para preveni-los. Desânimo, problemas para dormir, ansiedade ou sentimento de desconexão com a família são alguns dos sinais de que algo não vai bem com a saúde mental durante o pós-parto.

2 – Busque informações sobre amamentação

Até os primeiros seis meses de vida do bebê, o leite materno será o seu principal alimento. Ou seja, é um assunto e tanto para a mãe. No que tange ao âmbito emocional, o ato de amamentar fortalece o vínculo entre a mãe e o bebê.

Já no lado físico, temos inúmeros mitos e verdades sobre a amamentação que podem fazer deste um processo mais tranquilo e benéfico para ambos.

3 – Tente controlar as expectativas

Somos seres humanos, logo, é normal criarmos expectativas sobre tudo – inclusive sobre a maternidade, que normalmente é tão romantizada. 

Ao longo deste período, você vai explorar a sua própria realidade. Além disso, é recomendável que tenha, é claro, o amparo de sua rede de apoio e seu pediatra. 

Quando controlamos nossas expectativas, na medida do possível, tendemos a sentir menos culpa, a nos julgarmos menos e a viver a maternidade, seus prazeres e dificuldades, de forma mais genuína.

4 – Aprenda a estimular seu bebê

Não se engane: essa dica não é só para as mães, mas para os pais também! O toque físico, o uso do sling e as conversas são excelentes formas de estimular seu bebê

Tudo isso, além de ajudar no desenvolvimento da criança, ainda fortalece o vínculo entre ela e seus cuidadores, especialmente nos primeiros meses de vida.

Quando for dar banho, por exemplo, nomeie as partes do corpo, narre o que está fazendo. Todas as interações podem ser assim, repletas de conversa. 

Já sobre o sling, a forma como ele “conecta” o bebê ao corpo faz com que a criança sinta o mesmo conforto e proteção que sentia enquanto estava no útero, além de fortalecer a relação entre mãe/pai e bebê.

5 – Desenvolva a habilidade de controlar a ansiedade

É natural: pais e mães se tornam bastante ansiosos quando o bebê chega, especialmente se for o primeiro. A cada choro, a razão para tal é um mistério.

Com o tempo, é possível “treinar” o cérebro para se manter o mais calmo possível nessas horas, a fim de descobrir o que a criança deseja. 

A ansiedade, além disso, vai aparecer em inúmeros outros momentos: quando o bebê adoecer, quando sentir cólicas (e quando ter dúvida sobre as diferenças entre cólicas e gases), quando tossir ou acordar no meio da noite… Para tudo isso, eu recomendo que o casal tenha acompanhamento psicológico durante essa jornada – afinal, é normal ter dúvidas e medos nessa fase da vida.

6 – Leia sobre exterogestação

O conceito de exterogestação implica, resumidamente, que os primeiros meses de vida de um bebê são como uma segunda gestação – desta vez, no mundo externo, não no útero. Assim, até o quarto trimestre depois do parto, teríamos a exterogestação – momento no qual a criança precisaria de alguns cuidados especiais para se desenvolver melhor.

Quando um bebê nasce, não está ainda completamente formado – seu cérebro e sistemas motor, digestivo e respiratório, por exemplo, continuam em desenvolvimento.

Além disso, durante os nove meses na barriga da mãe, a realidade do bebê é este lugar seguro, quente e confortável que é o útero. Passar por esse desenvolvimento após o nascimento, portanto, em uma realidade tão diferente requer algumas práticas que o ajudem, como:

  • Embalar o bebê nos braços;
  • Utilizar o sling como uma forma de mantê-lo preso e seguro em seu corpo, assim como era no útero;
  • Fazer “shhh” e sons similares enquanto o embala, para acalmá-lo;
  • Acalente o bebê o apoiando na sua barriga, ou deitando a criança de lado. Entretanto, lembre-se de que essa é uma recomendação para o dia, já que não é nessas posições que o bebê deve dormir.

A vida pós-parto é diferente do que você imagina…

…Mas isso não torna essa aventura menos enriquecedora e bonita. Dar os primeiros passos nessa nova vida, agora com um bebê recém-nascido, pode ser difícil, eu sei. Contudo, com o amparo de profissionais da saúde e de sua rede de apoio, aos poucos você pega o jeito.

Se precisar, a Casa Crescer, como sempre, está aberta para você. Por aqui, reunimos profissionais de diversas áreas da saúde para não somente cuidar do seu bebê, mas dos pais e mães também! Que tal agendar uma consulta na Casa Crescer?

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