Técnicas de amamentação: mitos e verdades

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Dentro do universo da maternidade, um dos assuntos que, com certeza, mais causa insegurança e dúvidas entre as mães é a amamentação. O leite materno é o principal alimento do bebê nos seus primeiros seis meses de vida, então, toda a apreensão com essa responsabilidade é totalmente compreensível!

Se você se identifica com esse sentimento, pode ficar calma: hoje eu trouxe aqui alguns mitos e verdades sobre amamentação, baseados nas principais dúvidas que as mulheres têm.

Precisa preparar o mamilo para amamentar

Mito! Já ouviu falar na técnica de esfregar uma bucha vegetal no mamilo para deixar ele preparado para o bebê? Ela, na verdade, não passa de uma crença. 

O mamilo de uma mulher não necessita de nenhuma preparação antes da amamentação. Esse tipo de preparo, inclusive, pode até machucar o seu seio.

O mamilo plano ou invertido impossibilita a amamentação

Mito! A pega correta tem a ver com a forma como o bebê abocanha a mama – na auréola em vez do mamilo. Logo, seja qual for o seu formato, não haverá nenhum empecilho para a amamentação. 

Ainda sobre a pergunta, é muito importante que a mãe lembre do seguinte: se esta for feito no mamilo, além de o bebê não conseguir mamar a quantidade ideal de leite, ainda é possível que ele cause fissuras mamárias no seio. Essas fissuras, por sua vez, podem resultar no desmame – já que isso, sim, é uma razão que pode impedir a mulher de amamentar.

Pomadas são necessárias para a amamentação

Mito! Toda mulher na fase da amamentação já ouviu falar que a pomada à base de lanolina ajuda nesse processo. Ansiosas por fazer tudo direitinho, acabam extrapolando no seu uso e a aplicando no seio inteiro.

Caso prefira usar, a mulher deve aplicar apenas uma mínima quantidade na ponta do mamilo – e retirar na hora da amamentação. Por quê? Seu excesso não faz mal ao bebê, mas dificulta muito a sua pega. 

O bebê deve ser acordado para mamar

Depende. No primeiro mês, a mãe pode acordar o bebê. Afinal, é a fase da vida na qual a criança está se desenvolvendo e aprendendo a mamar. Por ainda ser muito pequeno e frágil, um bebê, nessa fase, não consegue extrair todo o leite que precisa em uma única mamada. Contudo, quando o pediatra confirmar que está tudo certo com o seu desenvolvimento, que o seu peso está correto para a idade, o aleitamento materno livre pode entrar em cena. Ou seja, o bebê é amamentado quando chorar. 

O único adendo aqui é que, para casos especiais como o de prematuridade, a recomendação pode ser diferente!

O tamanho da mama interfere na quantidade de leite 

Mito! Há três pilares que interferem na quantidade do leite: situação emocional, pega correta e boa alimentação. O sono saudável e o hábito de beber água, aliás, também ajudam muito.

No que diz respeito à situação emocional, há um detalhe bem especial: o vínculo emocional entre a mãe e o bebê faz toda a diferença aqui. Uma forma de fortalecer essa conexão é o contato pele a pele, por exemplo.

A depressão pós-parto, por exemplo, é um problema que pode afetar a amamentação do bebê. Por isso, o acompanhamento psicológico e o trato das emoções é fundamental nessa fase da vida.

A mamada tem um tempo específico de duração

Mito! A principal recomendação é que a criança mame até o peito esvaziar ou até que ela se sinta satisfeita e o largue espontaneamente, não importa quanto tempo dure esse processo. 

Quando houver necessidade – geralmente após o 2º mês, a mãe ainda pode oferecer o outro seio ao bebê. 

Então, pode deixar a neura com o relógio pra lá! O que vai apontar se a amamentação está contribuindo para o desenvolvimento é o ganho de peso, as avaliações do pediatra, a quantidade de urina do bebê e as condições da mama da mulher. 

A prótese de silicone atrapalha a amamentação

Mito! Independente da forma como o silicone foi inserido na mama, ele não vai impedir que uma mulher amamente seu bebê da forma correta, nem vai causar algum impacto negativo na produção do leite. 

Uso de bicos e chupetas não atrapalham a amamentação

Mito! Ao ter contato com diferentes bicos – artificiais – o bebê pode ficar confuso. Nessa fase da vida, a amamentação, eles ainda estão aprendendo a desenvolver sua pega. Logo, é melhor que a mãe evite esses acessórios nesse momento.

Por que o acompanhamento pediátrico é importante na fase da amamentação?

Notou que eu mencionei o acompanhamento pediátrico várias vezes? Em resumo, esse profissional sabe avaliar o que é melhor para o seu bebê especificamente. Por consequência, pode recomendar tudo o que for necessário para melhorar o seu desenvolvimento.

Outro conselho bem importante é que você crie antes mesmo do parto um vínculo com esse profissional. É muito importante que o acompanhamento seja feito sempre pela mesma pessoa – ao longo do tempo, o pediatra vai conhecer em detalhes o seu bebê.

Assim que receber alta da maternidade, eu também te aconselho a levar a criança ao pediatra novamente entre 48 e 72 horas após a ida para casa. Dessa forma, todos os detalhes sobre o processo de amamentação podem ser ajustados de forma mais personalizada, digamos assim.

As portas da Casa Crescer estão sempre abertas 

A amamentação gera muitas dúvidas, eu sei. Por isso, se você gostou deste artigo e tem vontade de começar o seu acompanhamento com uma equipe completa e pronta para te acolher, saiba que estamos de portas abertas por aqui.

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