TDAH: entenda o transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

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tdah - Casa Crescer

Quando se trata do lado psicológico do ser humano, muita gente ainda desconhece o seu funcionamento. Por essa razão, o TDAH, por exemplo, não é tão entendido quanto deveria. Até agora. Afinal, você está aqui conosco agora. Neste artigo, nós, da Casa Crescer, vamos te explicar um pouco mais sobre essa condição.

O que é TDAH?

Em resumo, o TDAH é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por desatenção e/ou hiperatividade/impulsividade. Estas, por sua vez, ocorrem com frequência na vida do paciente. Por consequência, muitos prejuízos acadêmicos, sociais e familiares acontecem.

Como cada sintoma se manifesta?

Primeiramente, vamos relembrá-los:

  • Desatenção;
  • Hiperatividade;
  • Impulsividade.

Em geral, estes são os principais. Agora, vamos entender como identificar cada um.

Desatenção

A desatenção se manifesta como dificuldade em manter atenção em tarefas ou atividades. Além disso, há a dificuldade em prestar atenção a detalhes e fácil distratibilidade com estímulos externos. Ademais, tarefas que exijam um esforço mental prolongado também podem ser difíceis de realizar.

Hiperatividade

A hiperatividade, por sua vez, é uma atividade motora excessiva. Sabe quando alguém se mexe continuamente? Ou bate com as mãos e pés? Ou ainda se levanta com frequência da cadeira? Estes são sinais de hiperatividade.

Em adolescentes e adultos, a hiperatividade se manifesta como uma sensação subjetiva de inquietação.

Impulsividade

Decisões tomadas sem planejamento: isso se chama impulsividade. Quando um indivíduo, por exemplo, responde perguntas antes destas serem concluídas, ele está sendo impulsivo.

Responder questões de prova sem ler o enunciado ou interromper muito as outras pessoas também são sinais comuns. 

Estes três sintomas estão ligados à uma desregulação em algumas partes de nosso cérebro. Estas áreas, por sua vez, são responsáveis pela nossa capacidade de planejar e executar ações. Além disso, tomam conta de nosso controle inibitório. Ou seja, nossa capacidade de frear comportamentos, pensamentos e ações indesejados em determinado momento.

Li os critérios diagnósticos e vi que tenho várias características. Posso ter TDAH?

O diagnóstico do TDAH é, sim, clínico. Contudo, ele não pode se limitar a apenas preencher um check-list como este. Alguns pontos devem ser considerados para que o diagnóstico seja feito:

  • O diagnóstico é feito por uma equipe multidisciplinar. Dessa forma, é possível evitar o excesso de rótulos, bem como superestimar o diagnóstico. Afinal, temos muitos casos de crianças hiperativas que não necessariamente apresentam TDAH;
  • O TDAH é o extremo de um traço contínuo presente em toda a população. Em outras palavras, todos nós já passamos por situações em que não conseguimos prestar atenção em atividades ou estamos mais esquecidos. Isso acontece pois nossa atenção é influenciada por fatores ambientais ou emocionais. Se estamos em uma situação difícil, por exemplo, nos tornaremos mais distraídos. No TDAH, entretanto, esse quadro é contínuo, para além das circunstâncias. Além disso, como mencionamos, o transtorno traz prejuízos significativos e prolongados em diversas áreas da vida;
  • Esta é uma condição do neurodesenvolvimento. Deste modo, as características do TDAH devem estar presentes antes dos 12 anos de idade e devem ter duração mínima de 6 meses;
  • As características do TDAH não se limitam somente a um ambiente. Ocorrem, por exemplo, ocorrem tanto na escola ou trabalho, quanto em casa. 

O que causa o TDAH?

O TDAH é uma condição multifatorial. Ou seja, existem vários fatores que contribuem para o seu surgimento.

Fatores genéticos 

É sabido que muitas variantes genéticas podem aumentar o risco de desenvolvimento de TDAH. Parentes de primeiro grau de pessoas com TDAH, por exemplo, têm risco cinco a dez vezes maior de desenvolver o problema.

Fatores ambientais

Por si só, nenhum fator ambiental sozinho causa TDAH. Entretanto, acredita-se que esses fatores contribuem com a predisposição genérica. Alguns dos fatores ambientais associados são:

Como é feito o tratamento do TDAH?

O tratamento engloba vários fatores. Primeiramente, paciente e família devem ser esclarecidos a respeito do diagnóstico e devem se apropriar dele. Uma forma de fazer isso, aliás, é ler a respeito e tirar dúvidas com os profissionais de saúde. 

A terapia cognitivo-comportamental é uma frente importante para o tratamento. Assim como, é claro, acompanhamento com treino parental em determinadas situações. Aliás, o tratamento psicológico é importante principalmente em crianças muito pequenas e em casos leves. Não obstante, é importante também como terapia adicional em casos mais sintomáticos, em conjunto com a terapia medicamentosa. 

Para casos com manifestações maiores, a depender do julgamento clínico, outra parte importante do tratamento são os medicamentos. Dentro deste tratamento, inclusive, os mais eficazes são os da classe dos psicoestimulantes.

Suporte familiar

Tão importante quanto o tratamento psicoterápico e medicamentoso é o suporte familiar e da escola. Lembre que crianças com TDAH têm dificuldade de foco e organização. Logo, é importante que a família e a escola estabeleçam rotinas e regras claras e consistentes. Estas ações, por sua vez, vão facilitar a organização da criança. 

Em casa, é fundamental o estabelecimento de uma rotina, com regras e horários fixos. Além disso, a supervisão na execução de deveres de casa é bastante importante. Outro aspecto é o controle para evitar uso excessivo de eletrônicos e para manter uma rotina de sono regular e saudável

Ademais, a parceria com a escola é de suma importância. Afinal, a criança com TDAH necessitará de um olhar atento dos educadores, com uma supervisão maior e algumas adaptações. Aqui, alguns exemplos são o posicionamento estratégico em sala de aula. Um exemplo é manter a criança longe de possíveis focos de distração. Além disso, pode-se investir em maior tempo para realização de atividades e provas. Outra sugestão são comandos claros, consistentes e voltados diretamente para a criança.

Não é raro que indivíduos com TDAH sejam taxados de preguiçosos, incapazes e difíceis de lidar. Pela sua dificuldade de organização, é muito comum que eles apenas recebam críticas e sejam apontados somente os seus erros. Por consequência, isso gera um impacto importante em sua autoestima, muitas vezes desencadeando ansiedade e depressão. 

Desse modo, tanto a família quanto a escola devem focar no encorajamento da criança e no reconhecimento das suas habilidades. Isso, portanto, pode ser a chave para o fortalecimento da sua autoestima, que será fundamental para o seu desenvolvimento pessoal. 

O TDAH ocorre apenas em crianças?

Não. Apesar de ser mais frequente em crianças, o TDAH também pode afetar adultos. Nesse caso, a manifestação geralmente é um pouco diferente. Isso significa a proeminência de sintomas de desatenção e dificuldade de organização e menos sintomas de hiperatividade. 

“Meu filho tem TDAH, mas passa horas focado no videogame. TDAH não seria preguiça ou falta de força de vontade de fazer atividades que não são prazerosas?”

Essa é uma dúvida extremamente comum. Entretanto, todo mundo tem sua atenção modulada pelo seu nível de motivação diante de determinada atividade.

Em situações em que há um grande interesse e prazer, a dopamina em nosso cérebro aumenta. Esta, por sua vez, é capaz de estimular áreas cerebrais relacionadas à atenção e execução de tarefas. 

Da mesma forma, em situações de estresse, ocorre aumento de produção cerebral de noradrenalina. Isso acontece, por exemplo, antes de uma prova.

Neste caso, ela também ajuda as áreas do cérebro responsáveis pela atenção a permanecerem mais ligadas. Assim, não é incomum crianças com TDAH se concentrarem mais no final do ano letivo. Afinal, nesta época, precisam tirar determinada nota. 

O problema maior do indivíduo com TDAH são as situações corriqueiras. Ou seja, em que o nível de estímulo não está muito alto. Nessas situações, uma criança sem TDAH poderá manter sua atenção em uma aula que não lhe agrade muito, por exemplo. 

Porém, uma criança com TDAH terá muito mais dificuldade em fazer isso. Afinal, a atenção é construída por mecanismos cerebrais complexos. Estes, aliás, não são controlados voluntariamente. Logo, a desatenção não é preguiça, nem falta de vontade.

Todo TDAH é hiperativo?

Não. Como vimos, o TDAH tem a dimensão da desatenção e a dimensão da hiperatividade/impulsividade. Alguns indivíduos têm predomínio desatento. Outros, entretanto, são predominantemente hiperativos. Além disso, há ainda alguns que manifestam ambas dimensões.

O TDAH dura para sempre?

Não necessariamente. Alguns estudos apontam que 50% das crianças com TDAH permanecerão com sintomas na idade adulta. Ao longo da vida, porém, a manifestação do TDAH pode mudar. Na infância, os componentes da hiperatividade são maiores. Na fase adulta, entretanto, pode haver apenas desatenção.

O TDAH ocorre por falta de limite?

Não. Como vimos, o TDAH é uma condição de causas complexas, que envolvem aspectos genéticos e ambientais. Porém, o estabelecimento de limites e rotinas é muito importante para o tratamento do paciente com TDAH. 

Crianças com TDAH são menos inteligentes?

Definitivamente não! Infelizmente, essa é uma ideia bastante comum. Por consequência, pode afetar profundamente a autoestima das crianças. 

Por essa razão, é importante lembrar que o TDAH não está relacionado à inteligência. Portanto, crianças com TDAH devem ser vistas como qualquer outra criança. Além disso, podem ter problemas cognitivos ou apresentar capacidade cognitiva média ou alta

TDAH: informação é poder

A reação é clássica: aprendemos a respeitar e a lidar com algo quando conhecemos esse “algo” de forma mais profunda. Neste caso, estamos falando do TDAH. Quando a informação é escassa, muita gente não sabe o que fazer diante dos sintomas.

Por essa razão, o preconceito com portadores de TDAH é tão frequente. Leu esse artigo e se identificou com algum sintoma, ou ainda tem um filho ou filha que os apresentem? Então, marque uma consulta conosco. Aqui, contamos com uma equipe integrada e completa. Além disso, a equipe trabalha em um mesmo local e em prol de um plano de ação individualizado. Psicóloga, neuropsicóloga, psicopedagoga, fonoaudióloga, neuropediatra e psicomotricista estão à sua disposição para diagnosticar e tratar o TDAH da melhor forma possível.

A nossa Casa está aberta para te receber e tornar a sua vida melhor.

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