O que é, afinal, a depressão? Conheça sintomas, causas e tratamento

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depre - Casa Crescer

A tristeza e o desânimo são emoções comuns e naturais ao ser humano. Quem nunca se sentiu assim? Talvez essa seja, inclusive, a razão pela qual a depressão ainda não é amplamente compreendida. Muitos, por exemplo, não sabem diferenciar esse transtorno de um sentimento negativo comum.

Por consequência, sofremos. Tentamos todos os dias, então, lidar com essa falta de energia generalizada. No decorrer das tentativas, percebemos que elas parecem em vão – e, aqui, as coisas pioram ainda mais.

Tudo isso acontece pois, com a depressão, o “buraco é mais embaixo”. Nela, o mau humor, o desânimo, a tristeza e seus similares são patológicos. Em outras palavras, podemos chamá-la de doença. Isso significa que ela tem, sim, diagnóstico, causas e tratamento. 

Entretanto, para passar por essa jornada de melhora (e ela é perfeitamente possível!), é preciso entender a depressão.

Assim, vamos começar pelo começo:

O que é a depressão?

Como já dissemos, a depressão é um transtorno psicológico. É caracterizada por uma tristeza intensa e de longa duração. Por consequência, esse estado emocional afeta drasticamente a vida do paciente – que, por sua vez, já não sente mais ânimo para realizar suas obrigações, e principalmente atividades que antes lhe davam prazer.

Além disso, necessidades básicas – como comer, dormir e beber água – também são comprometidas. 

É claro que, ao longo da vida, passamos por muitos momentos difíceis. Vários deles, aliás, nos deixam mal por mais de um dia. Contudo, na depressão, esse estado se alonga por mais tempo. Nele, ademais, o paciente se sente cada vez mais emaranhado em sentimentos negativos.

Quais são os principais sintomas?

Mais uma vez, afirmamos: a depressão é uma doença. E por ser uma, pode acometer qualquer pessoa. Crianças, adolescentes, adultos e idosos: todos estamos sujeitos ao transtorno. 

Os sintomas da depressão podem variar de acordo com cada caso. Podem, também, ser mais graves, ou mais sutis. Em geral, os principais sinais são:

  • Tristeza ou humor deprimido;
  • Alterações no apetite (perda ou ganho de peso não relacionado à dieta);
  • Problemas para dormir (dormir pouco ou muito);
  • Pensamentos de morte ou suicídio;
  • Baixa autoestima;
  • Sentimento de culpa;
  • Perda de energia;
  • Aumento da fadiga;
  • Perda de interesse em atividades que eram prazerosas;
  • Dificuldade para pensar ou tomar decisões;
  • Problemas para se concentrar.

Quando estes sintomas se estendem por mais de duas semanas, geralmente o diagnóstico é de que a pessoa está com depressão. 

Em crianças, outros sintomas podem ser perceptíveis:

  • Tronco arqueado;
  • Dificuldade para se afastar da mãe;
  • Agressividade;
  • Apatia.

Aqui, é preciso atenção. Muita gente ainda acredita que a depressão não acomete crianças. Por essa razão, pode ignorar os sinais de alerta, ou interpretá-los apenas como “mau comportamento”. 

E que outros fatores podem desencadear o transtorno?

Além dos sinais citados, outros fatores podem desencadear depressão. São eles:

  • Dores crônicas; 
  • Traumas físicos ou psicológicos;
  • Disfunções hormonais;
  • Problemas na tireóide;
  • Vícios;
  • Sedentarismo ou dieta desregrada;
  • Estresse e ansiedade crônicos;
  • Transtornos psiquiátricos correlatos;
  • Excesso de estímulos e hiperconexão (como o uso excessivo de internet);
  • Eventos negativos na vida, como separação conjugal, perda de emprego, perda de um ente querido etc.

Tudo isso pode tornar uma pessoa mais suscetível à depressão. Aliás, por falar em suscetibilidade, outros fatores podem ser um fator de risco para o transtorno:

  • Bioquímica: diferenças em certas substância químicas no cérebro que potencializam os sintomas;
  • Personalidade: pessoas com baixa autoestima ou pessimistas são mais propensas a desenvolver os sintomas;
  • Genética: quando há casos de depressão na família;
  • Ambiente: estar exposto à violência, negligência ou abuso.

Por mais que listemos aqui inúmeros fatores e sintomas, a depressão, muitas vezes, pode não ser tão fácil assim de identificar. Uma pessoa, por exemplo, pode viver em uma condição aparentemente ideal – e, mesmo assim, sofrer pelo transtorno.

Como se trata a depressão?

A depressão pode até trazer consigo uma desesperança profunda, porém, temos notícias boas aqui. Isso porque o transtorno é tratável. A maioria dos pacientes, aliás, reagem bem ao tratamento e sentem alívio dos sintomas.

Primeiramente, é necessária uma avaliação diagnóstica profunda. Esta, por sua vez, é feita por um psicólogo ou psiquiatra. Às vezes, é solicitada, também, a realização de exames físicos e exames complementares. Dessa forma, é possível checar se há alguma condição médica causando o transtorno.

Cada caso é um caso. Por isso, somente após a avaliação é que se define qual o melhor tratamento. De forma geral, alguns métodos podem ser utilizados, tais como:

  • Sessões de psicoterapia;
  • Uso de remédios;
  • Terapias alternativas.

O que são terapias alternativas?

A psicoterapia e os remédios costumam ser os métodos mais popularmente conhecidos. Assim, a terapia alternativa normalmente causa confusão quando falamos dela. 

Esse método geralmente inclui:

Em termos mais simples, ela se refere a algumas mudanças mais práticas de hábitos. Como já mencionamos, cada caso é um caso. Por isso, as medidas aplicadas podem ser diferentes entre cada pessoa.

Geralmente, essa mudança de hábitos apresenta bons resultados. Quando nos sentimos deprimidos, tendemos a acreditar que apenas uma grande mudança pode melhorar o quadro. Entretanto, é nos pequenos passos que encontramos a cura.

Começar a se alimentar bem, por exemplo, pode surtir grandes efeitos na sua saúde mental. O mesmo acontece quando você faz alguma atividade ao ar livre. Outra boa técnica é a redução do tempo que você passa no celular e no computador.

É possível prevenir a depressão?

Até aqui, você aprendeu que a depressão pode se desenvolver a partir de muitos fatores. Cada pessoa é um ser único, com suas próprias experiências e histórias. Por isso, não seria responsável afirmar que há uma forma exata e 100% garantida de prevenir a depressão.

Entretanto, há sim hábitos que você pode adotar agora para manter a sua saúde mental em dia. Ter uma vida com propósito, por exemplo, pode ajudar nisso.

Aliás, com propósito, nem sempre queremos afirmar que você deve ter um grande plano ou objetivo – apesar de isso também fazer bem. Um propósito, às vezes, pode ser sair do celular e dar uma caminhada ao ar livre. Ou, ainda, se dedicar semanalmente a um hobby. Outras vezes, simplesmente arrumar o guarda-roupa já é uma atitude com propósito.

Tudo isso preenche a nossa rotina com significado, seja este um significado grandioso, ou um significado menor. 

Outras atitudes que podem prevenir esse tipo de transtorno:

  • Não fazer uso abusivo de álcool, cigarro e drogas;
  • Praticar atividades físicas;
  • Ter uma rotina de sono saudável;
  • Se alimentar de forma saudável;
  • Tomar cuidado com o excesso de trabalho.

Procurar um profissional da saúde mental também é uma atitude de prevenção. Afinal, eles não existem apenas para atender quem já sofre com algum transtorno. Não nascemos sabendo como viver bem. Logo, tentar aprender isso é uma decisão louvável em qualquer situação.

Então, a depressão tem cura?

Desde que tratada corretamente, um paciente com depressão pode, sim, ter o seu quadro revertido. É por isso, inclusive, que nós recomendamos que as pessoas que identificam em si mesmas os sintomas do transtorno não esperem para procurar ajuda. 

Com auxílio profissional, o paciente pode ser guiado por uma jornada de mudança de hábitos e melhora na saúde mental. 

A depressão é uma doença que nos cega. Com ela, nos tornamos incapazes de acreditar que o futuro pode ser bom e feliz. Por isso, acreditamos ser tão importante reforçarmos que a cura é possível.

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