Nutrição de bebês: guia prático para um futuro melhor para as crianças

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Cada alimento que o seu bebê ingere hoje vai fazer diferença no seu futuro. Esse futuro, aliás, dá a ideia de um tempo bastante longo. “Como assim?”, muitos se perguntam. A nutrição de bebês hoje vai mesmo mudar algo na infância dessas crianças, e até na vida adulta? A resposta é sim.

O que uma alimentação inadequada pode causar aos bebês?

A rotina moderna acaba com o nosso tempo livre. Dessa forma, falta tempo, também, para cuidar do que é mais importante: a nossa vida. Essa escassez é uma das principais causas pelas quais as crianças têm ingerido alimentos industrializados cada vez mais cedo.

Suco de caixinha, refrigerantes, chocolates, balas, salgadinhos… Na tentativa de contornar as adversidades da rotina da forma mais rápida e fácil possível, pais e mães acabam caindo no erro de ceder à tentação desses alimentos. 

Obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, gordura no fígado e hipertensão são algumas das consequências da nutrição inadequada aos bebês. Consequências, aliás, que podem despontar no presente e no futuro.

Como nutrir um bebê corretamente?

Até aqui, você entendeu que a alimentação do bebê hoje terá consequências por toda a sua vida. As escolhas feitas agora, portanto, são extremamente importantes para a formação da criança.

Porém, que escolhas são essas, afinal? Como um bebê é nutrido corretamente? 

Até os seis meses de idade, o Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que o bebê receba apenas o leite materno. Já ouviu falar que este é o alimento mais completo que existe? Pois é, até essa idade, esse leite é suficiente.

Há bebês que precisam tomar fórmula para complementar a alimentação. Mesmo assim, durante esse período, não é aconselhável oferecer nenhum outro alimento sólido ou líquido para a criança. 

A nutrição de bebês após os seis meses

Aqui, temos uma fase incrível. Nela, o bebê desperta para um mundo novo, cheio de sabores, texturas, cores e cheiros nunca antes experimentados. Tudo, é claro, de maneira gradual.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, famílias que comem juntas tendem a ter uma alimentação mais saudável e a comer melhor. As refeições, afinal, devem ser muito mais do que um momento de nutrição. Elas precisam ser, pelo contrário, um espaço de experimentação e conexão emocional.

Voltando à prática da nutrição, antes de nos aprofundarmos no assunto, tenho algumas dicas rápidas para serem levadas em consideração:

  • A higiene também é importante. Portanto, tente se lembrar dela o máximo possível. Lave bem os alimentos e utensílios para evitar infecções e diarréias, por exemplo;
  • Ensine o bebê a mastigar, mesmo que ele ainda não tenha os dentes, já que eles não precisam deles para comer;
  • Invista em pratos coloridos. Afinal, a diversidade de cor também significa diversidade de nutrientes. Além disso – e não menos importante – torna o prato atrativo aos olhos da criança;
  • Respeite a fome do bebê. É natural, inclusive, que ele não coma muito. Ao desenvolver esse respeito, a alimentação se torna mais fácil e fluida;
  • Evite o açúcar e industrializados em geral antes dos dois anos. Nós sabemos que a tentação pode ser grande, mas ele terá oportunidades no futuro de experimentar esse alimento. Por enquanto, deixe isso fora do cardápio;
  • Evitar telas ou qualquer outro tipo de distração para o bebê durante as refeições;
  • Deixe o bebê tocar a comida. Como dissemos, essa é uma fase cheia de novidades para ele. Por isso, se sujar será normal – e benéfico!

Que alimentos dar para o bebê?

Após os seis meses, o cardápio do bebê aumenta. Na dúvida sobre o que dar ou não, preparamos uma breve lista com algumas opções de alimentos, em acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria:

  • Cereais e tubérculos: arroz, aveia, batatas, milho, mandioca, macarrão e quinoa;
  • Verduras e legumes: abobrinha, berinjela, brócolis, cenoura, espinafre e tomate;
  • Legumes: ervilha, feijão, grão-de-bico, lentilha e soja;
  • Frutas: banana, maçã, mamão, pera, melancia e laranja;
  • Proteína animal: aves, ovos, peixes, carne bovina e suína.

Que consistência a comida deve ter?

A opção mais popular é a papinha. Na verdade, não há problemas em oferecer alimentos em pedaços desde o começo da alimentação. Porém, muitos pais, mães e cuidadores sentem receio de engasgos. Aqui, é importante lembrar que você não deve utilizar o liquidificador e peneiras, nem dar a comida em forma de sopa. 

Basta, portanto, amassar a comida com um garfo. A principal escolha para a maioria dos pais e mães são as frutas. Quer uma dica? Opte pelas frutas da estação, pois são mais baratas e abundantes no mercado.

Além disso, você pode avançar na consistência sempre que possível. Ou seja, amassando menos e separando os alimentos no prato. Quando estiver prestes a completar um ano, a criança pode compartilhar da comida da família, desde que não tenha muito sal e gordura.

Quanta água um bebê deve tomar?

Como adultos, sabemos quanta água precisamos tomar diariamente. O corpo de uma criança, entretanto, tem necessidades diferentes. Nós recomendamos que você ofereça água durante as refeições, e também nos intervalos entre elas. Além disso, deixe o copinho de água ao alcance da criança, para que ela própria o pegue quando sentir sede. Não se esqueça de aumentar a quantidade de água nos dias mais quentes.

Quanto um bebê deve comer?

Muito ou pouco? A resposta é: depende. Mais uma vez, frisamos que devemos respeitar a individualidade da criança. Após começar a ingerir alimentos complementares – além do leite materno – a tendência é que a quantidade aumente aos poucos. 

Contudo, é perfeitamente normal que alguns bebês comam mais e outros menos. Isso acontece porque uma criança não cresce de forma regular todos os dias. Desse modo, se você oferecer um prato de comida e sobrar um pouquinho, não tem problema. Afinal, é um sinal de que a criança comeu o que era necessário.

A melhor maneira de saber se a quantidade tem sido a ideal é ter o acompanhamento de um pediatra. É por isso, aliás, que nós recomendamos tanto que este profissional esteja junto à mãe desde a gestação.

Ele saberá avaliar, por exemplo, se o crescimento do bebê está acontecendo de forma saudável e dentro do esperado. Afinal, este é um dos maiores indicadores de que tudo está indo bem no quesito alimentação.

Podemos usar temperos na comida para os bebês?

Você conhece o termo “papa salgada”? Para desestimular o uso de sal na comida dos bebês, ele até foi substituído – agora, devemos chamar de “papa principal”. O sal, é claro, não é um grande vilão da cozinha, é apenas um realçador de sabor. Contudo, antes do primeiro aninho – ou antes de completar um ano e meio – recomendamos que você não o utilize na dieta da criança em nenhum momento. Aliás, se puder retardar esse contato um pouco mais, nós aprovamos.

Como dissemos, o organismo da criança é diferente do nosso. A mesma lógica se aplica para o paladar. Ou seja, algo que talvez pareça “sem graça” e com pouco tempero para você pode ser ótimo para a criança. Antes de introduzir a criança à alimentação da família, inclusive, é aconselhável que você reduza o sal que utiliza. Dessa forma, o bebê não será exposto ao sal em excesso.

Acontece, primeiramente, que a criança precisa ser estimulada a reconhecer o sabor dos alimentos de um jeito mais natural. Além disso, o sal em excesso pode prejudicar o funcionamento dos rins do bebê. Por outro lado, também dá muita sede. E como o bebê nessa faixa etária não sabe demonstrar essa necessidade, pode acabar desidratado.

O sal, por sua vez, é rico em sódio e cloreto. Esses são dois minerais que fazem bem ao nosso corpo, controlando o nível de água e outros fluidos em nosso sangue. Contudo, esses mesmos minerais já estão naturalmente presentes em outros alimentos, como carnes e laticínios vegetais. Por isso, não se preocupe: sem o sal, o seu bebê não será privado de nenhum mineral importante para o seu desenvolvimento. 

Alho, cebola e salsinha, porém, podem ser utilizados na hora de temperar a comida da criança. Sálvia, manjericão, tomilho e alecrim também podem fazer parte das opções. Antes de servir, lembre do azeite. Com ele, você tem uma fonte excelente de ômega 3, o que ajuda na formação da estrutura do cérebro e na acuidade visual.

Meu bebê não quer comer, e agora?

Acredite: essa dúvida é extremamente normal. Sabia que é preciso oferecer um mesmo alimento pelo menos 20 vezes para uma criança até que ela o aceite? Isso, entretanto, não significa forçar ou insistir. Pelo contrário: diz respeito apenas à forma de preparo dele.

Talvez uma cenoura seja melhor aceita em forma de purê do que em palitinhos. Aos poucos, é possível explorar diferentes formas de fazer a criança comer algo. O importante aqui é que esse processo seja carregado de afeto e paciência.

Aqui, inclusive, vale destacar mais uma vez a importância de oferecer apenas alimentos adequados e nutritivos para o bebê. Essa afirmativa tem um bocado de razões para existir. Entretanto, queremos agora chamar atenção para a capacidade do bebê de identificar quando ele próprio está ou não satisfeito com a quantidade de comida. 

Logo, se você ofereceu uma refeição nutritiva e o bebê não quer mais comer, não tente obrigá-lo a isso. 

Conte sempre com o auxílio de um pediatra

O corpinho de um bebê é diferente do nosso. Logo, tem necessidades diferentes também. Assim, é absolutamente normal que haja tantas dúvidas sobre a alimentação da criança.

Neste momento, o mais importante é você entender que a refeição de hoje é o futuro dessa criança. Cada decisão vai ter consequências no futuro – e nós queremos que essas consequências sejam unicamente boas para a saúde do bebê.

Por isso, aqui na Casa Crescer, o atendimento para futuras e novas mães é completo. Nossas pediatras, por exemplo, estão à disposição para te ajudar nessa missão e dar apenas o melhor para o seu bebê. Na dúvida, não deixe de agendar uma consulta conosco.

Além disso, se você deseja aprender um pouco mais sobre esse assunto, temos um e-book gratuito sobre introdução alimentar! Ele está disponível neste link.

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