ICTERÍCIA NEONATAL

22 de outubro de 2018 Por Casa Crescer

Confira abaixo o artigo sobre Icterícia Neonatal publicado pelo Macetes de Mãe

Desde a gravidez, começamos a saber os possíveis tipos de problemas que nossos bebês podem enfrentar ao nascer. Vão desde a dificuldade para pegar o bico do peito, as famosas cólicas, alergia à fralda, peso mais baixo, icterícia neonatal… nossa, é uma infinidade de coisas. Não é a toa que muitas de nós ficamos aflitas e inseguras.

Entre esses problemas, está um que todo mundo fala e que é bem comum, é a icterícia neonatal. Quem não conhece um bebê que tenha tido isso? Meus dois filhos, por exemplo, tiveram. É um problema que aparece nos bebês recém-nascidos e deixa a pele amarelada, tanto que é popularmente conhecida como “amarelão”.

Recentemente fiz um vídeo explicando o que é e como tratar a Icterícia e você pode conferir AQUI. Porém, porque é um assunto que precisa ser falado para chegar no maior número de mães, a Dra. Thais Visoni, pediatra da Casa Crescer explica um pouco mais sobre o assunto para nós.

ICTERÍCIA NEONATAL

Muitas mamães já na maternidade percebem que seu bebê está mais amarelinho. Se você não passou por isto com seu filho, com certeza conhece algum recém-nascido que ficou com a pele mais amarelada. Mas afinal, o que é isto? A pele ou o branco dos olhos quando ficam amarelados recebem o nome de icterícia.

Na maioria dos bebês isto ocorre devido a uma imaturidade do fígado, o que, como resultado, provoca o aumento de bilirrubina. Nestes casos, esta condição clínica é chamada de icterícia neonatal. Ela é mais frequente em prematuros e, por isso, ocorre na primeira semana de vida em 60-80% dos bebês. Em geral com início após as primeiras 24 horas de vida e torna-se visível no segundo ou terceiro dia de vida.

O pediatra, ainda na maternidade, ao realizar o exame físico consegue ter uma ideia do grau da icterícia. Após essa primeira avaliação, em alguns bebês, é necessário realizar exame de sangue ou bilicheck (aparelho capaz de mensurar bilirrubinas de forma transcutânea, ou seja, sem furar o bebê) para determinar o nível exato da icterícia e determinar seu tratamento.

O recém-nascido com icterícia neonatal em alguns casos poderá realizar banho de sol em casa, com o bebê apenas de fralda exposto por curto intervalo de tempo no sol da manhã ou fim da tarde. E há casos em que o bebê precisará tomar o “banho de luz”, isto é, ficar em fototerapia, quando o bebê também fica apenas de fralda e usando óculos protetores, mas o faz dentro de um berço com luzes específicas.

É muito importante que o diagnóstico, tratamento e acompanhamento do bebê com icterícia seja feito por médico. Uma vez que, além da neonatal, existem outras causas de icterícia, inclusive com diferentes graus de gravidade e tratamento.

Texto: Macetes de Mãe