HPV: quais são os principais sintomas na mulher e no homem

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HPV c%C3%A2ncer vacina - Casa Crescer

Você sabia que a cada 10 pessoas, 8 já tiveram ou terão contato com o vírus HPV pelo menos uma vez na vida? A infecção sexual transmissível mais comum é pelo papiloma vírus humano, ou seja, o HPV. De fato, é muito mais comum do que imaginamos. Ele está por aí, em toda a parte.

Na maioria das vezes, a infecção é controlada pelo nosso corpo sem saibamos que ela aconteceu. O grande problema deste vírus é que, na maioria dos casos, o HPV pode ficar latente por meses ou anos, sem manifestar nenhum sinal ou sintoma. A pessoa infectada, portanto, não sabe que está com o vírus e pode transmitir para outras pessoas.

Informar é proteger. Além disso, se manter informado é zelar pela própria saúde e pela saúde de todos os que você ama. Por isso, hoje escrevemos um texto bastante informativo sobre o assunto para te ajudar.

Como acontece a transmissão do HPV?

Basicamente, a transmissão do vírus se dá por contato direto com a região infectada. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, “a principal forma é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal”.

Não está comprovada, contudo, a possibilidade de contaminação por meio de objetos. Além disso, também não há contaminação pelo uso compartilhado de vasos sanitários, piscinas ou toalhas e roupas íntimas.

O vírus pode ficar incubado (sem manifestação) de 1 mês a 2 anos. Durante este período, a transmissão para outras pessoas é possível. As mulheres também podem transmitir o HPV para o bebê durante o parto normal, no entanto essa via é mais rara. Nesses casos, há presença de verrugas na boca, traqueia, brônquios ou até nos pulmões do bebê. 

Quais os sintomas de HPV nas mulheres?

O sintoma mais comum é a  presença de verrugas na região genital. A vulva, o ânus e o colo do útero são geralmente afetados, por exemplo. Também devemos suspeitar nos casos de ardência, coceira ou placas na região genital. 

As lesões, entretanto, também podem ser na garganta, boca e lábios. Isso pode acontecer, aliás, devido ao sexo oral.

As lesões nem sempre são visíveis. Podem estar localizadas internamente, no colo do útero, por exemplo. São lesões que se não forem identificadas através dos exames de rotina e tratadas precocemente, podem aumentar o risco de evolução para câncer de colo de útero. 

Quais os sintomas de HPV nos homens?

Os homens também podem apresentar verrugas e lesões na região genital, principalmente no corpo do pênis, saco escrotal e ânus. Entretanto, as lesões são muito pequenas e, na maioria das vezes, não conseguimos enxergá-las. 

Por isso, é necessário a realização do exame de peniscopia. Por esse motivo, aliás, a consulta regular com o médico urologista e exames de rotina  e a vacina são fundamentais.

Ademais, lesões na boca, na parte interna da bochecha e na garganta também são possíveis.

Qual a relação do HPV com o câncer?

Alguns tipos de câncer são causados por agentes infecciosos como vírus ou bactérias.O mais comum é o Papiloma Vírus Humano (HPV).

Existem mais de 200 tipos de HPV. As infecções causadas pelos tipos 16 e 18 (oncogênicos), portanto, podem ser precursoras do câncer. O tipo de câncer mais comum é o de colo de útero. Contudo, câncer de pênis, vulva, boca, ânus e garganta também são frequentes, tanto em homens quanto em mulheres

A principal causa para o câncer do colo uterino, inclusive, é a infecção persistente pelos tipos oncogênicos do HPV. Esse tipo de câncer, por sua vez, continua sendo uma das principais causas de morte por câncer entre mulheres no mundo. Mais de 600.000 casos de cânceres, anualmente, são atribuídos ao HPV. No Brasil, por exemplo, o câncer de colo de útero é o terceiro câncer mais frequente  nas mulheres. 

As infecções, contudo, são mais comuns nas adolescentes e adultas jovens, com pico de prevalência nos primeiros anos do início da atividade sexual. É por esse motivo que a vacinação precoce, uso de camisinha e consultas/exames de rotina  são medidas que reduzem os números de casos, progressão da doença e morte.

Pelos altos números de ocorrências, a Organização Mundial de Saúde emitiu, em 2018, um chamado para eliminação do câncer do colo uterino como um grave problema de saúde pública (Cervical Cancer Elimination Modelling Consortium – CCEMC). Até 2030 a meta é que 90% das meninas estejam vacinadas até os 15 anos de idade. 

Existe vacina para prevenir o Câncer?

Existe! A vacina contra o HPV já é uma realidade. É segura e eficaz e deve ser realizada em meninos e meninas a partir de 9 anos de idade. Mesmo assim, a aderência no país ainda está bem abaixo do esperado, principalmente entre os meninos.

No Brasil, a vacina disponível é a quadrivalente e tem cobertura para 4 tipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18). Os tipos 16 e 18, aliás, são os precursores dos principais tipos de câncer. Enquanto os tipos 11 e 6 são responsáveis pelas verrugas genitais.

Quanto mais cedo a vacina é realizada, maior o número de anticorpos contra o vírus. Por isso, é recomendado que a vacina seja feita logo que se complete 9 anos de idade. Também, a eficácia aumenta quando a vacina é administrada antes de a pessoa ter qualquer contato com alguns tipos de HPV

Postergar a imunização é diminuir a chance da proteção máxima oferecida pela vacina. Vacinar a criança nesta idade, portanto, é deixar o sistema imunológico preparado antes do início da exposição ao vírus.

Mulheres e homens com vida sexual ativa e/ou que já tenham tido infecção pelo HPV podem receber a vacina?

Devem! A contaminação por mais de um tipo do vírus é possível durante a vida toda. Como a vacina protege para 4 tipos, existe sim o benefício em receber a vacina mesmo que já tenha tido a infeção por um dos tipos.

Qual o esquema recomendado de doses

  • Para meninas: 9 a 45 anos;
  • Para meninos: 9 a 26 anos.

De 9 a 14 anos e 11 meses, a dosagem recomendada é de 2 doses com intervalo de 6 meses entre elas. Já para aqueles que têm mais de 15 anos, são necessárias 3 doses (a segunda após 2 meses e a terceira após 6 meses).

Desde 2017, o Ministério oferece a vacina para meninas de 9 a 14 anos, e meninos de 11 a 14 anos. Além disso, estão disponíveis nas UBSs para mulheres com imunossupressão (diminuição de resposta imunológica), que tenham HIV/Aids, transplantadas e portadoras de cânceres. A vacina é indicada, inclusive, até os 45 anos de idade.

A Vacina é segura?

Sim. Países que realizam a vacina há mais de 8 anos já conseguiram reduzir em 85% as lesões precursoras e também do câncer de colo de útero.

Mitos sobre a vacina

Muitas fake news sobre a vacina do HPV já circularam por aí, o que é um problema de dimensões colossais.

Até hoje, nenhum efeito grave foi notificado como uma reação adversa a essa vacina. Doença autoimune, morte ou problemas para caminhar, por exemplo, não foram atribuídas à vacina. Todo efeito adverso de uma vacina, aliás, é avaliado de forma rigorosa, como é possível acompanhar atualmente.

Cada vez mais as fake news aparecem em nossos círculos sociais. Por consequência, podem comprometer a sua saúde e também a daqueles que você ama. Por isso, sempre busque a fonte das informações e cheque a veracidade de tudo aquilo que você compartilha. 

Reações como febre, dor local, dor no corpo e dor de cabeça podem acontecer, inclusive com outras vacinas. Mas, colocando na balança, esses efeitos são ínfimos diante do benefício da prevenção contra o câncer.

Neste link, você pode acessar nosso WhatsApp e tirar dúvidas e pedir por orientações sem custo. Para fazer o seu check-up vacinal e ficar em dia com a sua saúde, basta clicar aqui.

Cuidados

Mesmo com a chegada da vacina da COVID, todos os esforços continuam necessários para que possamos cuidar de nós mesmos e cuidar dos outros.

Por isso, a gente, aqui da Casa Crescer, não pisca na hora de seguir cada protocolo de prevenção.

Não deixe de cuidar da sua saúde e da sua família. Venha em segurança e encontre um ambiente seguro.

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