Dra. Thais Visone fala sobre Assimetria Craniana no blog Macetes de Mãe

Confira abaixo o artigo escrito pela Dra Thais Visoni, pediatra da Casa Crescer, para o blog Macetes de Mãe

Mamães, hoje vamos conhecer tudo sobre assimetria craniana. Conhecida também como braquicefalia posicional, é uma dessas mudanças na estrutura e formato do crânio. As alterações de origem posicional acontecem devido a alguns fatores: posição que o bebê fica dentro do útero na mãe, por complicações durante o parto, em casos de gestação múltipla ou por hábito de serem colocados sempre na mesma posição para dormir ou na hora de mamar.

SAIBA MAIS SOBRE ASSIMETRIA CRANIANA

Quando meu bebê completou quatro meses comecei a perceber uma discreta assimetria craniana. Notei que o lado esquerdo estava mais achatado. Claro que minha primeira reação foi ficar brava comigo mesma pelo fato de ter deixado isso acontecer. Mesmo sabendo como prevenir. Mas passado os cinco minutos iniciais comecei a correr atrás do prejuízo e consegui em 30 dias reverter a situação fazendo reposicionamento.

As assimetrias cranianas são classificadas em braquicefalia, plagiocefalia ou escafocefalia de acordo com a forma que o crânio fica após o “achatamento”. Essa deformidade pode ser de causa congênita (intra-útero) ou adquirida.

A cabeça do bebê é formada por ossos maleáveis e capazes de serem moldados quando constantemente pressionados no mesmo local em uma superfície mais firme como colchão, por exemplo. Nos primeiros meses os bebês ficam longos períodos deitados seja em berços, carrinhos, moisés ou bebê conforto e, além disso, na cadeirinha de carro.

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Com a orientação de colocarmos nossos filhos para dormir de barriga para cima com o objetivo de prevenir a síndrome de morte súbita do lactente, notamos, portanto, um considerável aumento do número de bebês com assimetria craniana. Isso porque por vezes uma parte da cabeça é constantemente pressionada. Com o tempo muitos bebês também acabam por adotar uma “posição de preferência” quando deitados ou a tem como consequência de um torcicolo congênito.

Se seu filho apresenta algum achatamento da cabecinha ou mesmo se você está em dúvida, o primeiro passo é procurar seu pediatra. E, se necessário, em seguida ir em profissionais especializados em assimetrias para que seja feita uma avaliação do crânio através de medidas, realização de escaneamento a laser ou em poucos casos, tomografia. Que fique claro que ninguém tem o crânio totalmente simétrico! Porém há uma variação de medidas consideradas aceitáveis para cada idade da criança.

Alguns bebês conseguem melhoras apenas realizando um reposicionamento frequente e fisioterapia. Porém, há os que precisam fazer uso de capacetes (orteses cranianas) para a correção adequada. A identificação precoce da assimetria, enfim, é fundamental para o sucesso do tratamento.

O IDEAL É SEGUIR ALGUMAS RECOMENDAÇÕES:

  • sempre mudar de posição a cabeça do bebê;
  • trocar de lugar brinquedos no berço para estimular que ele vire a cabeça para outro lado;
  • realizar por alguns minutos diariamente o “tummy time” ou tempo de barriga. Significa, portanto, colocar o bebê de bruços quando ACORDADO e SOB SUPERVISÃO. Para assim estimular desenvolvimento motor e fortalecer a musculatura do pescoço e ombros.

A melhor forma para se evitar o achatamento craniano é a PREVENÇÃO!