Como era o mundo antes das vacinas?

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medico segurando uma seringa para uma vacina 23 2148847218 - Casa Crescer

Do começo da pandemia de Covid-19 para cá, nunca se falou tanto em vacinas. Basicamente, elas existem desde que nos conhecemos por gente. Assim, a maioria de nós nunca parou para pensar nisso: como era o mundo antes das vacinas, ou como ele seria hoje se não as tivéssemos?

O mundo antes da vacina era um mundo de tragédias

Afinal, quando perdemos alguém que amamos, vivemos uma tragédia. Antes das vacinas, isso era comum. Para você conseguir criar esse cenário em sua cabeça, precisamos voltar até o ano de 1796. Mais exatamente, para o momento em que…

…a Varíola foi descoberta

Entretanto, não era uma varíola tão fatal. Na verdade, ela atingia mais o gado do que as pessoas. Mesmo assim, as pústulas que surgiam nas vacas podiam infectar os fazendeiros que as tocassem.

Essa infecção, por sua vez, tinha um resultado bem surpreendente. Em vez de adoecer os humanos, ela gerava memória imunológica contra a varíola humana. Dessa forma, a primeira vacina surgiu.

O método, aliás, hoje é mais conhecido. Por meio da aplicação da vacina, o nosso corpo recebe essa memória imunológica. Quando nos infectamos, então, nosso sistema imunológico vai saber dar conta do recado. Não é tão complicado quanto parece, não é? Porém, é claro, esse não é o único “mecanismo” utilizado em uma vacina.

Voltando à varíola, para se ter ideia, entre 1880 e 1980, 500 milhões de pessoas morreram. Basicamente, 5 milhões por ano. Hoje, a população mundial total é o dobro da de 1980. Então, se considerarmos a população total daquela época, é como se o mundo tivesse sido assolado por cinco pandemias de Covid-19. Assustador, não acha?

Deu para ter uma ideia de como era o mundo antes das vacinas? Agora, temos uma outra pergunta para estimular a sua imaginação:

Como seria o mundo atual sem vacinas?

A resposta é bem simples: seria mais vazio. É claro que, somados às vacinas, temos outros benefícios hoje em dia para nos proteger. Saneamento básico, antibiótico, tratamento de esgoto… Tudo isso garante que agentes microscópicos não causem mais estragos na existência humana.

Contudo, sem as vacinas, o mundo seria mais vazio. Pense em todas as doenças para as quais temos vacinas atualmente. Meningite, sarampo, hepatite B… Esses, é claro, são apenas alguns pouquíssimos exemplos.

Em outras palavras, a taxa de mortalidade seria absurdamente maior. Teríamos, assim, um planeta menos povoado por idosos e crianças – esses padeceriam com mais facilidade.

E nem é só de mortes que podemos falar. Por exemplo: você aproveita sua vida apropriadamente quando está doente? Com certeza não. Sem as vacinas, esse tempo enfrentando uma doença seria muito maior. Além disso, doenças deixam consequências.

Pensemos outra vez na varíola: muitos dos sobreviventes acabavam cegos. A pólio, por sua vez, afetava para sempre a capacidade de um indivíduo de simplesmente respirar.

Agora, vamos ao âmbito social das vacinas. Você já precisou de uma vacina específica para entrar em algum país? Sem elas, a quarentena seria uma rotina pós viagem-internacional.

Ademais, considerando a alta mortalidade, teríamos, hoje, um mundo tal qual o de antigamente, com famílias cheias de filhos. Afinal, se tantos poderiam morrer, era melhor garantir que haveria algum para “vingar”.

Como as vacinas são feitas?

Até aqui, você aprendeu sobre a grandiosidade do papel que as vacinas exercem pela existência e saúde humanas. Agora, vem o mistério: como algo dessa grandeza é produzido? Vamos lá!

O processo de produção de uma vacina é longo. Afinal, estamos lidando com vidas. Por essa razão, tudo é rigorosamente checado para garantir que o resultado final seja absolutamente seguro para a população.

Por essa razão, a produção de vacina passa por três fases.

1 – Pesquisa

Uma doença surge. Após essa constatação, é hora de entender mais sobre ela. O que é o causador da doença? Qual a composição do causador? Como ele age no corpo de um infectado? Que partes do corpo são afetadas? Quais sintomas essa pessoa apresenta? Se há mortes, por que elas ocorrem?

Nessa etapa, não há detalhe que fique de fora. Com todas essas perguntas respondidas, é possível entender qual a melhor forma de desenvolver a vacina. Normalmente, são usadas as partes do próprio microrganismo causador da doença.

Pesquisa realizada, os cientistas podem partir para o desenvolvimento da vacina.

2 – Desenvolvimento

O desenvolvimento da vacina depende do seu causador – e das respostas para as perguntas anteriores. Nos casos dos vírus, por exemplo, as vacinas podem ser feitas a partir deles próprios, em versões mortas, em pedaços ou enfraquecidas.

Às vezes, entretanto, o problema não é o microrganismo em si, mas a toxina que ele libera. Logo, a vacina precisa neutralizar essa toxina. Em outros casos, o problema é a quantidade de microrganismos em nosso corpo. Dessa forma, o objetivo é, então, impedir a sua multiplicação.

Por isso, por exemplo, não há ainda uma vacina para o HIV. Esse vírus tem um mecanismo de escape do sistema imunológico. Ou seja, fica dentro de uma célula de forma que o sistema imunológico não identifica. Além disso, pode passar de uma célula para outra sem ter contato com os anticorpos em ação.

Por todos esses poréns, a vacina é submetida, também, a essa etapa:

3 – Aprovação

O desenvolvimento não é a etapa final da vacina. Muito pelo contrário! Antes de chegar à população, ela passa por diversos testes que garantem a sua eficácia e segurança. Os testes, por sua vez, são:

 

  • Testes em animais: checam se há algum componente tóxico demais e se geram resposta do sistema imunológico;
  • Testes com 10 a 100 pessoas: avaliam a reação em humanos;
  • Testes em centenas de pessoas: checam a dose, o esquema de vacinação e se a vacina realmente protege contra a doença;
  • Testes em milhões de pessoas: aplicados em cidades com grande população para terminar a avaliação de eficácia e segurança da vacina.

 

Após os testes, os resultados são enviados para a Anvisa – no caso do Brasil – para aprovação do uso.

Entretanto, depois disso tudo, sabemos que há ainda outra pergunta que ficou na sua cabeça:

As vacinas são realmente seguras?

A resposta é um categórico “sim”! As vacinas são extremamente seguras. Vejamos o exemplo da Covid-19. Passamos meses na espera das vacinas. Além disso, cientistas fizeram de tudo para tê-las o quanto antes.

Mesmo assim, houve a espera. Isso se justifica pelo fato de que as vacinas que hoje estão disponíveis passaram por todas essas etapas. Cientistas do mundo todo se uniram para entender o vírus. Não somente, também encontraram o melhor método de desenvolver a vacina. Após tudo isso, ainda se concentraram nos testes.

Tudo minuciosamente feito para garantir que essas vacinas são seguras e eficientes. Se elas não fossem, jamais estariam disponíveis hoje para a população.

 

Por que tomar a vacina é tão importante?

Não é incrível que, hoje, podemos falar da varíola como uma doença pertencente ao passado? Afinal, ela foi erradicada, graças à vacina.

Por essa razão – e muitas outras – tomar a vacina é tão importante. Afinal, o efeito generalizado da vacina é maior quando mais pessoas a tomam. Quanto mais indivíduos estiverem vacinados, maiores são as chances de nos livrarmos de uma doença.

Com a vacinação em massa, podemos interromper a transmissão de um vírus. Além disso, diminuímos o número de hospitalizações e de mortes. Sob esse ponto de vista, uma vacina não é apenas uma proteção individual, é um ato de proteção e amor com todas as pessoas ao nosso redor.

O mundo antes das vacinas deve nos servir de exemplo

Ou seja, precisamos ter consciência de como era no passado, para valorizarmos toda a ciência disponível no presente. Se hoje estamos aqui, vivos, é porque a mortalidade infantil foi reduzida por causa das vacinas. Além disso, se tivemos a chance de conviver com nossos avós, devemos isso à ciência também.

As vacinas nos trazem esperança. E mais do que isso: trazem, também, segurança e saúde. Não tem jeito: uma vida bem vivida é aquela na qual esbanjamos saúde.

Agora você já sabe como era o mundo antes das vacinas. Uma realidade bastante triste, não acha? Que bom que, agora, temos a ciência da vacinação para impedir que voltemos a viver como era no passado – e para nos dar a alegria de logo receber as duas doses da vacina da atual pandemia!

Cuidados

Mesmo com a chegada da vacina da COVID, todos os esforços continuam necessários para que possamos cuidar de nós mesmos e cuidar dos outros.

Por isso, a gente, aqui da Casa Crescer, não pisca na hora de seguir cada protocolo de prevenção.

Não deixe de cuidar da sua saúde e da sua família. Venha em segurança e encontre um ambiente seguro.

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