4 coisas que (quase) toda mãe já disse que não faria com seu filho, mas fez

22 de outubro de 2018 Por Casa Crescer

Mesmo as práticas não tão recomendadas podem ser adaptadas para que não coloquem em risco a saúde de seu filho; veja como

Antes mesmo do positivo no teste de gravidez, idealizamos como vai ser a criação de nossos filhos. Não é à toa que há uma infinidade de livros e artigos destinados aos pais de primeira viagem, explicando todas as práticas mais benéficas para os bebês. Mesmo após dizer muitas vezes frases como “quando eu tiver um filho não vai ser assim”, quando a realidade chega, a prática se mostra mais difícil do que tudo que imaginamos.

No entanto, mesmo as práticas não tão recomendadas pelos especialistas podem ser adaptadas para que não coloquem em risco a saúde de seu filho. Conversamos com a pediatra Renata Scatena, da Casa Crescer, que nos explicou como fazer essas coisas de uma forma mais segura.

1 – Dar chupeta

Os dois principais problemas da chupeta são a possibilidade de atrapalhar a amamentação pela confusão de bicos e o de interferir na formação do palato, que pode levar a problemas de respiração e arcada dentária.

Por isso, a especialista recomenda que, se a chupeta for introduzida, seja apenas após os 21 dias, quando o aleitamento materno estiver bem estabelecido. Após este período, é melhor usar apenas em momentos pontuais, de dor, desconforto ou instabilidade.

“A partir dos 3 meses, a criança não tem tanta necessidade de sugar para acalmar, e a chupeta pode ir sendo retirada gradualmente até os 10 meses”, diz Renata. Após 1 ano, o apego emocional pode acontecer e a retirada fica mais difícil.

Com dois anos, a criança que ainda usa chupeta pode ter alterações na arcada dentária, no formato do palato e pode até adquirir o hábito da respiração bucal.

2 – Deixar dormir na cama dos pais

Segundo a Academia Americana de Pediatria, deixar o bebê dormir no quarto dos pais, mas em uma cama separada, previne 50% da morte súbita na infância que ocorreria ao deixar o bebê dormindo na cama dos pais. Entre as causas de morte súbita, estão o sufocamento e estrangulamento que ocorrem caso os pais rolem por cima dos bebês, por exemplo.

Segundo a pediatra, além destes perigos, há o risco do sufocamento por lençóis, travesseiros, cobertas e outros tecidos que tenham na cama dos pais e não teriam na cama do bebê. Por isso, para os pais que desejam dormir pertinho, há opções de berços acoplados que podem permitir essa segurança.

3 – Vídeos no tablet ou celular

Há dois motivos por que deixar as bebês tão pequenos assistirem a desenhos no tablet ou celular é prejudicial. O primeiro deles é que a luz dos aparelhos inibe a melatonina, hormônio responsável por indução ao sono, e pode interferir nas suas sonecas.

Em segundo lugar, as vozes, cores e músicas do desenho deixam os bebês agitados, mesmo que pareçam hipnotizados. “No tempo em que a criança está hipnotizada pela tela, ela está perdendo um tempo para interagir com o outro. Então é, sim, prejudicial”, afirma a pediatra.

O ideal, segundo ela, é introduzir a partir dos dois anos, sempre por períodos limitados e com supervisão.

4 – Acostumar o bebê a dormir no colo

Alguns leitores relataram que não gostariam que seus bebês tivessem se acostumado a dormir só no colo. No entanto, a pediatra não contraindica a prática. “Inclusive, nos três primeiros meses, é super recomendado que os bebês fiquem no colo. Não vai mal acostumar o bebê, nada disso. É o que eles precisam”, reforça Renata.

Texto: MINHA VIDA