Homeschooling em tempos de pandemia

6 de junho de 2020 Por Casa Crescer

Desde março, muitas famílias se deparam com uma nova realidade de ensino aos seus filhos: o homeschooling.

O assunto causa divergências e muitas dúvidas. Por isso, levantamos alguns dos principais questionamentos para explicar.

Antes de mais nada, vamos ressaltar: a Casa Crescer não apoia a retirada dos filhos da escola. No entanto, esse é um tema necessário de ser discutido diante da situação que vivemos.

Vamos lá?

O que é homeschooling?

Trata-se de uma prática muito mais conhecida e difundida no exterior, mas que veio à tona no Brasil após o início da pandemia.

O homeschooling também conhecido como Educação Domiciliar, como o nome diz é uma forma de educar fora do ambiente escolar, seja por pais, professores ou tutores.

Homeschooling na pandemia

Com o início da pandemia de Coronavírus no Brasil, o homeschooling foi adotado como uma maneira de manter crianças, adolescentes e jovens estudando durante o isolamento social.

No entanto, a prática que antes já possuía críticas, trouxe novas discussões à tona, uma vez que os professores, acostumados com aulas presenciais precisaram adaptar-se de uma hora para outra a dar uma aula virtual.

A mesma confusão aconteceu do lado das famílias, que tiveram que auxiliar e acompanhar mais de perto os seus filhos nas atividades escolares sem estarem preparados para isso.

Homeschooling para crianças pequenas

“A socialização que ocorre na escola é fundamental para o desenvolvimento das crianças.”

Mesmo antes da alfabetização, a escola é essencial para as crianças em função do convívio social.

É nessa fase que aprendem a dividir, a esperar, a conviver com outras crianças e tem o contato com regras.

Além disso, no ensino infantil são trabalhadas questões de coordenação motora, consciência corporal e outras atividades lúdicas, que necessitam de interação para que sejam desenvolvidas.

Como superar essas barreiras com o ensino virtualizado?

Muitos professores precisaram “virar youtubers” e se reinventar para desenvolver atividades mais sensoriais à distância e com apoio dos pais.

Entre as atividades desenvolvidas, estão a contação de histórias, exercícios de colagem, recorte e criação.

Outra barreira enfrentada por famílias e professores é a falta de sincronia nos horários, em função de muitos pais estarem trabalhando.

Além disso, o estresse causado pelo isolamento, faz com que as crianças não parem e se concentrem para assistir às aulas nos horários estabelecidos.

Uma dica para quem não consegue fazer com que os filhos realizem as atividades proposta pelos professores, é desenvolver atividades semelhantes, mas com temáticas da preferência da criança, como dinossauros, por exemplo.

É natural que os pais sintam que os filhos não estejam aprendendo, no entanto, é importante lembrar que, nessa fase, o aprendizado ocorre com os cinco sentidos.

Por isso, é muito importante mantê-los ativos e estimular as crianças a desenvolver atividades que explorem seus sentidos.

Outra questão abordada é a dificuldade dos pais e mães conciliarem as atividades home office com o homeschooling dos filhos.

“Nem pais nem crianças estavam acostumados a passar tanto tempo juntos.”

Homeschooling para crianças alfabetizadas

Situação diferente, mas também de grande cobrança é com crianças já alfabetizadas ou em período de alfabetização, uma vez que elas possuem o conteúdo escolar mais estruturado.

Os relatos de algumas famílias é que os filhos não conseguem acompanhar as atividades propostas pelo currículo.

Para esse momento, apesar da apreensão de sentir que as crianças não estão aprendendo, é importante ter calma e não comparar seus filhos com os dos outros, e respeitar ainda mais o seu tempo de aprendizagem.

“Cobranças excessivas podem desmotivar as crianças e fazê-las se sentirem incapazes.”

Outro desafio enfrentado por muitos alunos é de estar recebendo muito mais conteúdo do que é capaz de absorver e compreender .

Além disso, a educação domiciliar que foi imposta a muitos alunos pode fazer com que as crianças se sintam abandonadas e/ou desamparadas, uma vez que, em ambiente escolar, os professores tendem a dar muito mais atenção, o que não é possível no ambiente virtual.

Sobrecarga para as mães

Não é novidade que as mulheres possuem uma carga horária de trabalho superior a dos homens, pois suas atividades incluem cuidados com casa, família e filhos.

Durante a pandemia, a situação fica ainda mais nítida. Em alguns caso, quando pai e mãe estão trabalhando em home office, os relatos que recebemos é que o pai tem conseguido realizar suas tarefas com mais facilidade que as mães.

Entenda mais sobre o assunto na live que realizamos com a pediatra Renata Scatena, a psicóloga Bárbara Catarina e a coach de mães Tatiana Tosi.

O lado dos professores

Além da necessidade de ministrar as aulas virtualmente, alguns professores relatam que permanecem em “plantões digitais” para tirar dúvidas de pais e alunos acerca do que foi abordado em aula.

Após isso, grande parte dos profissionais tiveram sua carga horária de trabalho bastante ampliada, uma vez que precisam estudar novas metodologias para que esse ensino virtualizado seja efetivo, principalmente com os mais pequenos.

 

Segurança

Outro ponto de extrema importância neste momento é a segurança digital. Isso porque muitas crianças estão sendo expostas à tecnologia de uma forma diferente da que era antes.

Já falamos sobre Orientações para Crianças e Adolescentes na Era Digital por aqui, é só clicar para conferir.

Com maior exposição, é necessário que os pais e responsáveis tenham cuidado redobrado para que saibam e se certifiquem que seus filhos estejam apenas em ambientes digitais seguros.

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