A vacina contra o HPV: Porque optar pela imunização é importante

14 de outubro de 2019 Por Casa Crescer

Você sabia que o HPV (papilomavírus humano) é a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo? É verdade,  com mais de cem tipos de vírus, calcula-se que 50% da população sexualmente ativa já tenha sido infectada por algum tipo de HPV.

Mas afinal, o que é o HPV?

São vírus que são capazes de infectar a pele ou as mucosas. Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV, dos quais 40 podem infectar a região genital e provocar cânceres, como de colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe. Já outros, podem causar verrugas genitais.

Nos indivíduos com infecção por alguns dos tipos do vírus, existe o risco de desenvolvimento do câncer, com um grande destaque para o tumor de colo de útero entre as mulheres.

Como ocorre o contágio do HPV?

A transmissão dos vírus não ocorre unicamente através de relações sexuais, mas também por contato direto com a pele ou mucosa infectada. Existem casos em que o mesmo pode ser transmitido de mãe para filho, durante o parto.

Sinais e sintomas

A infecção pelo HPV na maioria das pessoas não apresenta sintomas. Inclusive, o vírus pode ficar em latente de meses a anos, sem manifestar sinais (visíveis a olho nu), ou apresentar manifestações subclínicas (não visíveis a olho nu).

As primeiras manifestações da infecção pelo HPV normalmente surgem entre 2 a 8 meses, mas pode demorar até 20 anos para aparecer algum sinal da infecção. As manifestações costumam ser mais comuns em pessoas com imunidade baixa, ou gestantes.

Prevenção

A vacina contra o vírus é sim a medida mais eficaz para prevenção contra a infeção. A vacina é indicada para:

  • Para todas as meninas e mulheres a partir de 9 anos;
    Pessoas transplantadas na faixa etária de 9 a 26 anos;
    Para todos os meninos e homens de 9 a 26 anos;

Mas, é essencial ressaltar que a vacina não é um tratamento, não sendo eficaz contra infecções ou lesões por HPV já existentes!

Além da vacina, o uso do preservativo (camisinha) masculino ou feminino nas relações sexuais é outra importante forma de prevenção do HPV. Ainda, a camisinha feminina, que cobre também a vulva, evita mais eficazmente o contágio se utilizada desde o início da relação sexual.

E por último, mas não menos importante:  O papanicolau é um exame ginecológico preventivo mais comum para identificar lesões precursoras do câncer do colo do útero. Ele auxilia a detectar células anormais no revestimento do colo do útero, que podem ser tratadas antes de se desenvolverem.

Ele não é capaz de diagnosticar a presença do vírus, mas é considerado o melhor método para detectar o câncer e suas lesões precursoras.

Fazendo esse exame regularmente, é possível prevenir quase 100% dos casos!

“Os resultados na redução dos casos de infecção por HPV são animadores: nos Estados Unidos, o número de infecções pelos tipos de HPV sobre os quais a vacina atua foram reduzidas à metade. “Na Austrália observou-se redução de mais de 90% nos casos de verrugas genitais entre as mulheres da faixa etária incluída no programa de vacinação.” 

Quem ama cuida, estamos todos juntos nessa causa!

Escrito por: Dra. Renata Scatena – CRM (124384)

Até a próxima.